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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Quando eu morrer não quero choro nem vela...

Segue uma despedida antecipada, para o caso de eu ser atropelado ou tomar uma bala perdida qualquer dia desses e não der tempo de escrever uma maior:

À toda a minha família, aquele beijo e aquela força.
Ao papai e à mamãe, um abraço eterno em especial. Cada sacrifício que me orgulhei de fazer foi pelo caráter que vocês me deram.
À minha irmãzinha: Vencer, sis! O mundo aqui fora é bem mais complicado, mas você vai tirar de letra com seu sorriso e seus amigos.

À todas as mulheres por quem me apaixonei na vida: Não lhes devo nada, teria sido muito mais fácil sem vocês.
Com toda a delicadeza e boa vontade que tive todo o tempo por vocês, desejo que cada uma vá pra puta que lhe pariu.

Aos meus amigos: Pra vocês eu devo tudo, teria sido muito mais difícil sem vocês.

É só isso. Amo cada um de vocês, muito obrigado e se cuidem enquanto eu estiver fora.



Não, eu não estou com tendências suicídas! Só me ocorreu deitado na cama que se eu morresse de repente, uma despedida passaria em branco. Então caso me aconteça um acidente fatal, por favor peço pro primeiro que ver isso que espalhe pra quem eu conhecia. Valeu!

No mais, já declarei que doem todos os meus orgãos e com as minhas coisas a minha família vai saber o que fazer. Não faço questão que façam nada em especial com o corpo, não vou usar.
Mas seria legal se no funeral dessem uma festa bem animada convidando todo mundo. Ah, e quero que os meus brothers bebam até sair carregados, de preferência. (:

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Canta uma canção bonita falando da vida em ré maior.

Sem o compromisso estreito de falar perfeito, coerente ou não.

Não é só bonito, como nostálgico.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Ninguém sabe o duro que dei

O título é o nome de um álbum que o Fred copiou pro meu PC. Nem ouvi todas as músicas ainda mas, cara, o nome é muito bom. A título de curiosidade, o cantor chama Wilson Simonal.

Pô, puta vontade de postar uma música. Nenhuma em especial, só uma música qualquer. Mas sei lá, dá um puta trabalho pra achar uma só daquelas que tocam em blog. Eu queria colocar uma tracklist inteira aqui, tá ligado? E, por "aqui", eu me refiro a esse post, não ao Sburbles em geral.
Então já que eu não vou fazer isso, apenas finjam que eu fiz.

Finja que agora você está escutando aquela "Reason to Believe", que eu postei aqui outro dia. Agora finge que eu troquei por um cara de voz grave com um violão cantando diversas músicas nacionais e errando a letra várias e várias vezes.



Meu pai toca pra caralho. As vezes dá a louca nele e ele vai quietinho até o quarto da minha irmã, pega o violão e começa a cantar umas músicas pop antigas, daquelas que todo mundo sabe a letra. Infelizmente, ele não sabe. Eu só não digo pra ele que, se ele se esforçasse um pouco pra decorar a letra, seria melhor do que muito neguinho que passa na TV porque ele fica ofendido por isso. De qualquer forma, sempre que ele faz isso eu adoro escutar. De outro cômodo, fazendo outra coisa ou sentado de perna pro ar, que seja.

Minha mãe cozinha pra caralho. Se ela abrisse uma lanchonete, daria um pau em muitas outras que eu vejo por aí. Mas felizmente, ela já encontrou o seu hobby preferido. Artesanato. E, pasme você, ela é ótima nisso também.

Como eu não herdei nada disso desses dois, só me resta aproveitar enquanto ainda os tenho por perto.
Eu imagino a falta que esse pessoal todo de Campinas vai fazer se eu de fato prestar Oceanografia e de fato passar. Quanta história pra contar, rapaz...



Agora tá tocando Jack Johnson. Vai acompanhando, vai acompanhando!

Nesta área, imagine comentários sobre algo que não me é permitido comentar:
Caramba, eu tava em ####### no outro dia e ######## apareceu do nada ########. Puta que pariu, eu ####### cacete, ##########, mano. Aí ###### e eu, tipo, ########, porque ########. Porque ######### e meio que ########. O que me leva a ponderar sobre ########### quando #########. Talvez ######## mesmo. Aí ainda por cima ####### no ######. Minha cabeça ####### de artifício ####. Vai entender essas coisas.




Agora trocou pra Johnny Cash. Johnny Cash é rox, rapaz.

Dia desses uma dessas mocinhas fofinhas me evitou de forma inusitada, enquanto outra que vinha me evitando me chamou pra fazer alguma coisa. Sei lá, eu acho que essas menininhas fofinhas tem uns parafusos a menos, não é possível. Uma hora é uma coisa, na outra é outra. E tipo, juro que eu nem tentei dar em cima delas!
Ultimamente venho rascunhando algumas teorias sobre isso na minha mente conturbada. Parece-me que essas menininhas são um tipo de mulher que, por sua fofura, foram hiper-mimadas ou hiper-sacaneadas. Ainda não decidi qual dos dois se encaixa melhor.
Elas tem todos os distúrbios mentais normalmente apresentados em mulheres, mas maximizados. Imagino que seja uma forma de auto-defesa antes que um (novo?) ataque de fato aconteça. Uma prevenção exagerada contra... Bom, sei lá. Contra qualquer coisa.

Ou talvez elas sejam fofinhas e tenham exagerados todos os distúrbios mentais normalmente apresentados em mulheres simplesmente por ter uma dose maior de estrogênio. Isso faria muito mais sentido.

Talvez o meu encucamento seja com mulheres em geral, e não só com as pobres fofinhas. Mas sei lá, elas (as mulheres em geral) insistem em se ofender quando eu digo que são todas umas loucas desconexas, mas nunca apresentaram um argumento contrário bem-estruturado. Vai entender essas coisas.




Me digam uma coisa, por obséquio. A falta de imagens nos últimos posts perturba vocês? Acham que ficaria melhor com elas, ou nem faz diferença?
É que os posts tem sido postados tarde. A ideia inicial é colocar imagem em todos, mas no fim dá a maior folga.

sábado, 27 de dezembro de 2008

You got to MOVE IT

O último post deu muito certo, eu realmente consegui esclarecer melhor minha visão das coisas e evitar conclusões erradas.

Tá certo que eu fui impiedosamente acusado de capitalista, mas disso tratarei depois.
Não que eu não seja capitalista, hohoho. Adoro o capitalismo. Eu só quero entender qual o sentido dessa descabida acusação...

O Jean, apesar de todo o perigo que apresenta, tocou num assunto interessante nos últimos comentários. Ele disse que não existe inferno. Disse também que existe vida em vários outros planetas, mas se ele ta falando de micróbios eu realmente não me interesso.
Poissim, isso me fez lembrar de um fato extremamente bacana que eu li em algum lugar.

Lúcifer é o nome bíblico do diabo

Errado. Pra começar, “Lúcifer” jamais apareceu nos pergaminhos originais que o Concílio de Nicéia transformou na bíblia atual; a palavra apareceu pela primeira vez na Vulgata, a bíblia em língua latina. Lúcifer é a tradução em latim pro termo que significa simplesmente “o que trás a luz”. Esse termo é usado apenas duas vezes na bíblia - pra descrever o rei da Babilônia, e - PASMEM! - se referindo a Jesus, no livro de II Pedro.

Yep, isso mesmo - o apóstolo Paulo (autor da epístola a Pedro) usou o termo “Lúcifer” pra se referir a Jesus. Aposto que seus amigos evangélicos não sabiam disso.

(O texto, caso estejam curiosos, é II Pedro 1:19)

O nome se tornou associado à figura do inimigo divino graças a interpretação católica de que o texto em Isaías 14 (o profeta se dirigia ao rei babilônico, alertando-o que sua soberba e aspiração por suposta divinidade o faria pagar muito caro em breve) era uma alegoria sobre um anjo que se rebelou contra Deus e caiu do céu.

Entretanto, a tal história do anjo revoltado não aparece em lugar ALGUM na bíblia. O texto se referia claramente ao tal rei. Chocante, né?

O fato de que o termo foi utilizado na bíblia apenas pra se referir a um rei e, mais tarde, a Jesus, leva muitos teólogos a acreditar que a figura do diabo tal qual conhecemos foi criada pela Igreja Católica pra tornar seu credo mais similar a outras religiões, em que o foco não é na salvação humana, e sim na eterna luta do bem contra o mal.

De repente o Padre Quevedo (e sua icônica insistência na não-existência de Satanás) não parece mais tão estranho.

As outras aparições do diabo na bíblia são igualmente vagas. A serpente do Éden nunca é identificada como Satanás, apenas como uma serpente com pernas. O mesmo vale pro personagem que debateu com Deus a respeito da virtude de Jó. O termo usado no texto original pra descrever o sujeito foi “andarilho”.

A mitologia judaica que forma o Antigo Testamento, por mais que os cristãos tentem negar, mostra indícios de influência de outras fés politeístas. No Gênesis, por exemplo, Deus diz “criemos o homem à NOSSA imagem e semelhança”. Como assim, “nossa”?

Cristãos tentarão te confundir dizendo que Deus estava conversando consigo mesmo, ou com Jesus. Acontece que o termo usado no original foi Elohim, que dá a idéia de um panteão de várias divindades. Isso pra não mencionar que Gênesis foi escrito por Moisés, um judeu, e ele obviamente não acreditava na figura de Jesus.

E pra cimentar ainda mais essa noção, o primeiro - e presumivelmente mais importante mandamento - dá ainda mais indícios disso. Nele, Jeová instrui os israelitas a não adorarem “outros deuses”. Mas como assim, outros deuses? Ele não é o único que existe…?

Ou seja - é bem provável que os autores dos mitos cristãos acreditavam em várias divindades. As várias figuras perversas que aparecem ao longo da bíblia seriam múltiplos deuses maléficos, o que explica por que eles eram referidos por nomes diferentes.


O quote é deste blog: Hoje é um Bom Dia

Eu não quero começar nenhuma guerra inter-clãs aqui. Não importa a sua religião, você há de admitir que a Igreja foi uma grandíssima filha da égua nesse período e só por isso tem tanta influência hoje em dia.

Mas convenhamos, nós não precisamos de tantas discussões e tal e coisa a respeito da Vida, o Universo e Tudo Mais.
Digo, todo mundo sabe qual é a resposta pra isso.


A minha família é bem grande, sabe?
Só o pedaço que eu já conheci preenche o Brasil de norte a sul. Nas férias passadas, conheci uma enorme parcela que eu nunca tinha visto antes, numa cidade dominada por duendes. Quem lembra disso?
Quem não lembra (ou nem viu), vale a pena ler o post. Conta uma descoberta interessante que eu fiz naquele dia. Ah, e sobre a figurinha do Guillermo Franco... Ele tá colado no meu baixo agora! =D

Pois é, hoje a tia-avó Sebastiana morreu... Da única vez que eu vi ela (na tal cidade dos duendes), a coitada já tava sofrendo de Alzheimer e tal e coisa.
Esse post não vai tratar da morte dela, até porque até hoje eu nunca fui muito afetado pela morte de ninguém. Verdade que ninguém muito próximo de mim morreu, mas tem também outro fator: Meu modo esquisito de ver as coisas. O que remete a uma visão que, por hora, eu não vou explicar. Pois seriam muitos posts polêmicos em seguida, e isso aqui não é o Congresso Nacional.

É que no funeral da tia eu fiz um amigo, o Fumaça. Pra muitos (todos?) ele era só um bêbado (ou, como diria meu pai, “bebunzim”) jogado por aí. Bom, ele era mesmo um bêbado jogado por aí, mas também era um cara legal. Minha natureza de me interessar por toda e qualquer pessoa obviamente fez de mim um moleque sociável, por isso me dou bem com muita gente.
Antes que me desse conta, já fiquei sabendo de um resumo da vida do Fumaça.
Ele era formado em Educação Física e até dava aulas como professor. Sabem por que parou? Porque um aluno mandou ele tomar no cú.
Disse que imediatamente após isso ele foi até a sala da diretora e pediu demissão.
Sei lá, essa história não me convenceu muito... Palpito que isso foi por uma série de fatores e esse só a gota d’água, mas quem sou eu pra contestar as palavras de um bêbado?

Disse que ele agora trabalha com Construção Civil. Veja bem, de professor a pedreiro por causa de um insulto.
Ah, não só isso! Agora ele bebe até as tripas encharcarem.
Mas é um homem direito. Durante a nossa conversa ele não soltou sequer um palavrão.

Aliás, hoje é aniversário do Júnior, filho mais velho dele. Eu desejaria um feliz aniversário, mas não acho que vá ser assim tão feliz com o pai bebum do outro lado da cidade.

Poissim, provando a mim mesmo que não estou lá tão enferrujado, de ontem pra hoje li um livro de quatrocentas páginas. Chama “Não Verás País Nenhum”.

Foi escrito em 1970, e falava sobre um futuro esquisito para o Brasil. A estória em si se passa em 2003, e a nação é uma gigantesca e cruel ditadura. A camada de ozônio mal existe, fauna e flora são lendas e a comida (produzida em laboratórios), contém calmantes para manter a população down.
Honestamente, é fantástico em todos os sentidos. Dá no que pensar.
O grande problema é o fim. Mas eu não vou contar mais nada, claro.

Sabe, eu desenho uma história em quadrinhos e tirinhas on-line. Já fiz um joguinho retardado e sua continuação. Comecei a jogar tênis e tocar baixo, além de praticar ninjutsu. Me dou muitíssimo bem com o teatro e coisa e tal.
Repare que eu já me meti em vários projetos. E o pior, gostei de todos eles.
Agora me deu vontade de escrever uma história. Eu já escrevi uma, né... Era uma curtinha em que os personagens eram figurões de um fórum que participo. Até que ficou boa, me fez ganhar um concurso do mesmo fórum. Aí acho que sou capaz de uma mais legal.
Depois eu posto aqui e vocês me dizem o que acham, demorou?

No mais, espero que vocês tenham tido um feliz natal, porque o meu foi ótimo!
E cuidem para que o ano novo seja melhor ainda, porque o meu provavelmente vai ser. 8D


E olha que legal, um mês de namoro... Quem diria?

Ah, e quanto a esse filme...
Absurdamente demais.

Desculpem, não tenho tempo pra fazer um comentário maior. Aqui na casa do Folx temos toque de recolher, sabem como é.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Do you like tennis?

Por motivos sórdidos que posso até contar outro dia, faço aulas de tênis.
Não que eu não goste das aulas, não goste do tênis ou não goste do professor, mas eu definitivamente não sou o tipo de cara que acorda um dia e fala "Vou fazer aulas de tênis!".
Eu posso acordar com vontade de fazer muitas coisas, mas definitivamente nenhuma delas envolve esportes. Pelo menos não diretamente.

Mas, seja como for, eu faço aulas de tênis.
Hoje estávamos eu e meu pai sentados na arquibancada quinze minutos adiantados para a minha aula. O professor estava repassando saques para o aluno que vem antes de mim, eu estava lendo um livro (um livro muito bom, por sinal) e meu pai empreendia seu tempo com absolutamente nada. Hei que ele decide parar com isso e escolhe passar o tempo com a primeira coisa que lhe passa na frente.

- Me empresta esse livro?
- Mas pai... Não dá tempo de você começar a ler um livro agora.
- Tudo bem, eu só quero saber o que o meu filhinho está lendo.

Foi com muito desgosto que eu me desfiz daquela beleza literária, mas sim, eu o fiz.
Meu pai analisou a contra-capa do livro durante um tempo curtíssimo que eu tenho certeza que ninguém de mente normal conseguiria analisar um livro. Foi mais ou menos dois segundos. Aí ele largou. E largou do outro lado, oposto ao que eu estava.
E, com um olhar sereno de um homem de dezenas de anos de experiência, ele olhou para a cena dos saques a sua frente. Inspirou como quem vai dizer algo extremamente inteligente e útil, e disse.

- Pra sacar... Você tem que mandar a bola pra frente.

Em outras ocasiões eu teria visto isso como uma piada, mas a minha vida inteira de convivência com o homem me fez perceber que ele estava falando sério.
Por um instante pensei se eu tinha entendido errado, ou se havia algo extremamente sábio oculto por trás daquilo. Não havia.

- Pai... Você fez eu parar de ler pra me dizer que pra sacar tem que mandar a bola pra frente? - Assumo que eu tinha um certo tom de irritação na voz. Afinal, o livro é realmente muito bom.

- Eu só estava tentando ensinar alguma coisa útil pro meu filho... Mas tudo bem, desculpe. - E ele disse isso com um tom de melancolia, arrependimento e extremo desgosto.

Por um instante eu realmente considerei ficar com pena e voltar atrás. Aí reconsiderei.

- Tá desculpado. - Foi o que eu disse. E ele me devolveu o livro.



Sou um mau filho?

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Sempre em equilíbrio-bro, sempre em exercício-cio!

Penso, logo existo. Existo, logo devo procurar um sentido para a vida. Não encontro, logo devo deixar minha marca para provar que já estive aqui. Não deixo, logo escrevo. E escrevo porque falhei em deixar minha marca, falhei em existir, mas ainda posso pensar.

Logo, posto.





Eu tenho um primo que... Correção. Eu tenho vários primos. Uma infinidade deles espalhada por esse enorme país. Mas tenho um, em especial, que convivo mais que os outros. Esse é o Folx.
O Folx se chama Helder. Verdade seja dita, você se chama a palavra que usam para te chamar. Eu me chamo Gam, e não Guilherme. Guilherme é só meu nome. Então, corrigindo de novo, o Folx se chama Folx. Mas eu gosto de chamá-lo Dandão.

Dandão porque sua mãe, senhora minha tia, assim o chamava no tempo em que ele era pequeno e super-protegido. Acredito que foi um apelido de forma a enganá-lo com a ilusão de que ele era mais que uma criança inútil e super-protegida, que ele era um Dandão. Hoje ele continua sendo inútil e super-protegido, mas junto com a idade vieram hormônios masculinos que o impedem de aceitar tal apelido de passado tão sórdido. Obviamente, é por isso que eu ainda o chamo assim.

Dandão (ou Folx, como preferir) é um rapaz pensador. Não digo inteligente, pois assim estaria me referindo as suas notas. Não digo culto, pois assim estaria me referindo ao seu conhecimento. Não digo esperto, pois assim estaria me referindo a sua malandragem. Digo pensador, porque ele pensa muito. Com o conhecimento que tem e a capacidade analítica disponível, ele é um rapaz que pensa. Meu primo, assim como o resto daquela fração específica da minha família, vive em Volta Redonda - RJ.

A fração específica da família é composta por uma avó, três tios, três tias, três primos, quatro primas, um tio-avô, uma tia-avó e mais um punhado de gente. Variando o ponto-de-vista, também pode-se dizer que é composta por uma sogra, uma esposa, uma cunhada, um cunhado, um filho, uma filha, três sobrinhas, dois sobrinhos e por aí vai...
Resumindo, é uma família consideravelmente grande. E, talvez por coincidência ou talvez não, é lá que costumo empreender meus feriados, parcelas das minhas férias e, as vezes, fins-de-semana.
Logo entende-se quando digo que, apesar de gostar da família, não gosto muito de ir pra lá. Dá-se isso devido as intermináveis cinco horas de viagem e de uma variedade de afazeres menor do que aqui em Campinas.

Mas estamos falando sobre o Folx. Em termos familiares, ele é o fruto da união da senhora minha tia irmã de meu pai com um rapaz direito (em ambos os sentidos) e exímio penteador de cabelo, apesar de careca. Mas isso também é outra história. Mantanha-mos o foco no Folx.

Por mais que eu seja contra o estilo de vida tipicamente adolescente do rapaz (skate, garotas, rock'n roll, yeah!) e de suas manias conservadoristas herdadas do pai (hora de ir pra cama, não comer na sala, "vou contar pra minha mãe!"), eu ainda apoio inegavelmente a sua mania de pensar. Mesmo que isso as vezes termine em conclusões que eu não concorde completamente, acho que é um ótimo exercício. E é só por isso que, apesar da enorme divergência de valores entre nós e da sua mania feia de fazer cara de emburrado e falar puxado, eu ainda respeito suas opiniões.

Dia desses ele disse "Você não faz nada além de jogar e ler!". É mentira, claro. Em Volta Redonda não me restam muitas opções além de jogar e ler, mas em Campinas eu juro que tento variar.
Eu não me esforcei muito para argumentar contra por dois motivos:
1) Justamente pela sua mania de pensar, Folx tem valores e posições muito concretas e é um saco convencê-lo de que está errado.
2) A idéia não é de todo ruim.
Pensando a respeito, a vida seria muito mais simples se eu pudesse resumí-la a jogar e ler. Pra começar, não seria de todo tedioso. Dentro das categorias "jogar" e "ler" podemos encontrar infinitas modalidades diferentes que variam do mais trivial livro fictício sobre bruxos e trouxas ao terrivelmente complexo e desafiador jogo da cobrinha (também conhecido como Snake). Se minha natureza não me levasse a ser tão sociável e (por que não?) romântico, juro que tentaria me adaptar a este simples, porém abrangente estilo de vida.


E isso imediatamente me levou a resgatar um pensamento relativamente antigo, que tive enquanto observava minha cachorra na sacada encarando com a mais sincera das curiosidades um enorme e desengonçado besouro. Era mais ou menos assim:
"A vida de um cachorro é perfeita."
O cérebro perfeito, não é? Complexo o bastante para sentir a mais sincera alegria quando vê o amado dono carregando um pedaço de bife e simples o bastante pra esquecer disso e se alegrar com uma coisa mais banal ainda depois que o dono foi embora com o bife.
Cachorros não se incomodam em ser idiotas justamente porque são idiotas demais pra isso. Eles sempre terão alguém pra lhes dar comida e bebida e sustentar assim sua fácil vida sob o Sol. E os que não tiverem quem lhes dê comida e bebida sempre acabam arranjando por aí, na rua. E eles com certeza não se preocupam se estão sujos ou cheios de doença. Um cachorro manco é tão capaz de ser feliz quanto um cachorro perfeitamente saudável, assim como um cachorro pobre e um cachorro milionário se divertem do mesmo jeito na lama.

E é por isso que eu brinco com a Madel, minha cachorra. Não é só porque ela é fofinha e irresistível, mas também porque ela emana aquela estúpida e sincera aura de diversão e simplicidade. Tô errado?

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Eu vi gnomos, hahahahahaha! Eu vi duendes...

Quanto a meu segundo dia no Rio... Foi bem bacana! Mas não aconteceu nada do real interesse de vocês. x)
Informação necessária para melhor visualização do post: CLIQUE NAS FOTOS PARA AUMENTÁ-LAS!

Muito bem. Como muitos bem sabem, estive viajando. Depois daqueles dois dias no Rio, voltei pro QG em Volta Redonda, onde vive a massa da família. Depois de um tempo, a família toda foi pra Penedo se encontrar com a família vizinha. Explicarei. Todas as pessoas que descendem da minha vó se encontraram com todas as pessoas que descendem da minha tia-vó. A família Martins e a Medeiros fizeram uma confraternização e tanto.

O que me faz lembrar! Alguém vasculhou o histórico da família em algum lugar e descobriu que nós nunca deviamos ter sido chamados de Martins. Os sobrenomes da minha bisavó que deu nome a família eram Moura Oliveira. Ela devia ter algum ódio profundo pelo passado, porque de uma hora pra outra decidiu que seus filhos trariam o sobrenome Martins.
Ou seja, eu sou da terceira geração dessa família Martins. Consideravelmente nova, né?

Mas não se engane, tinha muita gente naquele lugar.
Mais que isso. Sem exagerar, tinham dezenas de pessoas que eu nunca vi na vida. Foi legal.

Mas isso não me impressionou. A cada mês que passa eu conheço no mínimo mais uma pessoa que tem algum tipo de laço sanguíneo comigo. O que me impressionou foi a pequena cidade de Penedo em si.

É um refúgio de duendes.

Não, sério mesmo... Penedo é um refúgio de duendes.

Eu almocei em Penedo, sabe. Paramos em um dos vários restaurantes disponíveis (é uma cidade turística a beça). A comida era boa, mas as cadeiras e mesas são minúsculas! Meus joelhos batiam na mesa, cáspita! De início pensei que se tratava de uma cidade de homens gordos e baixinhos, mas posteriormente averiguei melhor todo o quadro.

Quem me explicaria tantas apologias ao Papai Noel!? E estamos em Julho! Por que alguém em sã consciência construíria um shopping chamado "Casa do Papai Noel"? Não o bastante, também uma praça e um restaurante?

Não convencido? Que tal isso?!
E isso!?
"Sua mula destrambicada, isso é um extravengo pra tirar foto!", você vai pensar. Mas é claro que eu sei que é um extravengo de tirar foto, pô. Mas me diga onde mais você vê um trambique desses com o tema "Duendes em Cogumelos"? Suspeito, né?

Já com certa suspeita, decidi conversar com um dos nativos do local. Pela janela de um restaurante, perguntei ao rapaz:
- Oi moço. Você pode me responder uma parada? Quem nasce em Penedo é o quê?
- Não sei... Eu não sou daqui. Pergunta praquela moça ali ó.

E lá fui eu chamar a outra cozinheira...

- Ô moça! Quem nasce em Penedo é o quê?
- Iiixi, sei não, minino! Eu num sô daqui não.
- Ôxi...

Não só esses dois, mas TODOS os supostos nativos não são de Penedo! É uma cidade de escravos humanos?!


Ainda não convencidos?
Repare então nos nomes duendísticos escolhidos para os estabelecimentos da cidade.
Me pergunto se quem dorme em uma dessas pousadas volta pra casa um dia...
Nessa foto observamos uma escrava humana (muito bem escolhida, aliás) entregando-me um panfleto que convida gentilmente a estabelecer morada em um dos condomínios inteiramente naturais produzidos apenas com folhas recicláveis e envoltos das mais belas paisagens naturais. Como meu primo e amigo Jean Perigoso sabiamente observou, o papel também tinha um cheiro de natureza muito peculiar.

Para os mais cínicos que insistem em não acreditar em minha descoberta, eis a prova mais concreta e inegável de que duendes existem em Penedo! UM DUENDE PEGO EM FLAGRANTE.
Observe sua aura mística, típica de criaturas mitológicas. O seu porte encolhido, típico de criaturinhas malandras. Seu olhar mutreiro e misterioso e, mais importante, seu longo membro apical rijo, possivelmente utilizado para manter os escravos humanos a curtas rédeas.


Obviamente, eu fiz uma pesquisa aprofundada no Wikipedia mundo on-line assim que cheguei em casa. Eis que Penedo na verdade é uma cidade famosa do Alagoas! Sendo que Penedo que eu visitei era no Rio de Janeiro! Será a imaginação dos duendes afetada? Teriam os duendes copiado o nome de outra cidade qualquer? Isso é algo que eu não vou investigar mais a fundo, pois jamais pretenderei me tornar um escravo humano.

Se bem que eu ainda quero saber como se chama quem nasce em Penedo...
Ah, eu ainda não sei onde colar minha figurinha do Guillermo Franco. Alguma sugestão?

terça-feira, 24 de junho de 2008

Uma festa surpresa?

Ontem (23) foi o meu aniversário. Eu a-do-ro fazer aniversário. Pronto, falei.
Eu sempre acho que vai passar em branco, mas todos semrpe me surpreendem com mais afeto e mais presentes.

Ou eu fico mais legal ou mais gostoso com o passar dos anos, não é possível. Nesse aniversário eu definitivamente bati o recorde de maior número de abraços diferentes no mesmo dia!


E um montinho...

Depois de uma manhã respondendo recados de parabéns e uma tarde de abraços, eu chego em casa crente de que o dia acabou e eu passarei as próximas horas upando meu Mage no WoW enquanto ouço Jack Johnson. Ingênuo engano...

Eis que uma tropa de jovens nerds brota de buracos alheios para me assustar com uma linda surpresa.


Eu passei as próximas horas rindo a toa.


Caso queira ver mais fotos, cá estão mais algumas.
Muito obrigado pra toda essa galera que surgiu na minha casa do nada e a quem teve essa idéia (mamãe?). Também a Maura, que não vai ler isso... Mas que é uma cozinheira de mão cheia e convenientemente(?) me deu um bolo de aniversário hoje que veio muito bem a calhar.

Pra quem não foi chamado... Não reclame pra mim, eu juro que não sabia de nada disso. Logo, ainda mereço presentes.


E sexta é o dia do Milk Shake, viva as férias!
Pois é, adoro casa lotada.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Onde comprar e vender de tudo!

Não conseguia dormir e resolvi perder tempo no Orkut.
É raro eu me encontrar com vontade real de ficar orkutando por aí. Eu nunca me preocupei em fuchicar perfil alheio, mas passo meu tempo entrando em comunidades divertidas ou incrementando o meu perfil...

Pois bem. Estava eu agora há pouco fazendo isso, quando me deparo com essa comunidade:
Vendo irmão no MercadoLivre

Foi aí que eu pensei... Por quê não?
Minha irmã.
Incluso venda pra fora do país (de preferência).

Em 30 dias a venda expira, então eu tirei um Print Screen pra posteridade (clique para ampliar):

sábado, 22 de março de 2008

Venha dormir em casa que eu te dou meus sonhos.

E nossos pais comentam:
"Essa juventude já acha nossas gírias retardadas... A moda agora é falar de orgãos genitais."

Prafrentex, supimpa, batuta...

Nossos tais amigos de vinte e tantos anos ainda acham as coisas "um barato" e certos cariocas ainda usam o "radical". Eu, particularmente, adoro gírias antigas e uso com frequência.
Pra você ver como os tempos mudam. Dizer "da hora" já tá ficando pra trás, a onda é "foda". Pô, meu... Eu sou do tempo do "da hora", já me sinto gente grande.

Mas o post não é sobre isso.Eu sei que a maioria de vocês tá pensando em não ter filhos. Mas encaremos os fatos, no mínimo metade dessa galerinha rebelde vai engravidar sem querer.
E, na maioria dos casos, gravidez termina em filho.

Já pensou no tipo de gíria que eles vão usar? Digo, já tem criança de 7 anos xingando os outros de uma parte do genital masculino. Mas eu já disse que não vou falar das gírias. Mas os costumes...

Antigamente nossos avós levavam uma vida xavecando fulaninha mas, em compensação, durava. Não importa o que digam por aí, ficar com alguém pro resto da vida é uma idéia legal.
Hoje em dia você vai numa dessas boates escrotas e pega AIDS dez, vinte vezes em cinco minutos.
Ou pede pra ficar com uma menina no mercado pra nunca mais vê-la na vida...

Mas também não é sobre esse costume que eu vou falar. Pra ser bem específico, vou falar sobre dormir na casa dos outros.

É comum, eu sei. Eu lembro da primeira vez que durmi na casa de alguém. Foi na do meu primo, lá em Volta Redonda. Uma jornada fantástica, devo dizer. Mochila com escova, roupa, doce, brinquedo, roupa, roupa, pasta, tênis, bota, chicote... Hoje eu saio da escola e decido dormir na casa dos outros, é só avisar a mamãe.

Mas conversando com a Line, chegamos a esse ponto...
"Eu acredito num mundo onde você pode chamar pessoas do sexo oposto pra dormir na sua casa sem ser acusado de estupro."
Você não?
Encaremos os fatos, se você quiser estuprar alguém e for um pouquinho esperto, não vai ser muito difícil. Dá pra fazer isso de um jeito bem menos incriminador do que chamando a pessoa pra sua casa.
Então por quê diabos esse medo irracional? E não só de pais e mães. Aposto que nenhum de vocês, adolescentes liberais, jamais pensou nessa possibilidade.

Olha só que legal, você tá num feriadão sem nada pra fazer e decide chamar uma amiga pra passar a noite em casa. Se algum de vocês pensar bem, é possível ter uma noite divertida com uma mulher sem sexo. Como? Imagine tudo o que você faz com seus amigos, mas sem peidos, arrotos ou trotes ao disque-puta. Pô, na verdade pode até ter trote.

Acho que isso vai acontecer num futuro não muito distante. Seus filhos vão chamar amiguinhas pra dormir em casa e vice-versa. Olha só que legal! A casa não fica assim tão fedida, e você pode até zoar com seus amigos ingênuos de mente atrasada dizendo "Hohoho, olha como meu garotão é pegador." (Verdade seja dita, esse tipo de machismo sempre vai existir)

Claro, há excessões. Se eu fosse pai de uma mocinha dessas
Eu não deixaria ela dormir na casa de um bitolado desses
Nem em um milhão de anos... Mas nem fodendo.

Ah, e pra quem não tem o costume de ler os comentários, olha que barato o GIF que a Raquel deixou.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Família, família... Mamãe, papai, titia.

Não importa a época

Não importa o lugar


Família é tudo igual.

Hoje me deparei com uma dessas pérolas cotidianas que a gente esquece de se levantar pra reclamar.

Visto que já se passou metade do feriado e eu ainda não fiz nada, achei que seria no mínimo saudável chamar um amigo pra passar a noite aqui em casa.
Confiante de que não seria nenhum problema, me dirigi até a sala, onde se encontrava toda a minha família, para pedir a bendita autorização aos meus pais. Com o estress a flor da pele, minha mãe soltou um daqueles "Não" que te deixa momentaneamente sem reação. Após breves instantes para me recompor, perguntei "Por quê não?".

Ela relutou. Se não fosse o fato de estar assistindo a um filme e querer e livrar logo de mim, acredito que ela nem teria respondido.

"Porque hoje é sexta-feira santa."

Puta que pariu, hoje é sexta-feira santa. Se a minha família fosse religiosa e comparecesse a igreja ao menos uma vez por mês, eu entenderia isso. Mas não, a última vez que pisamos numa igreja foi... Cacete, eu nem lembro da última vez que pisamos numa igreja.

Ou então se eles fizessem alguma espécie de ritual de sacrifício ou jejum na merda da sexta-feira santa... Mas não, nada! O pensamento atrasado dos meus pais se limita a prender toda a família em casa em pleno feriado para, pasmem, assistir Tropa de Elite. E se você tentar argumentar qual é a lógica disso, eles ficam simplesmente desnorteados e se fecham num casulo de grosseria e dissimulação para proteger seus eternos dogmas familiares desconexos.

Mas eu não estou postando pra reclamar disso.
Depois do episódio, me peguei pensando nas várias pérolas de família. Acompanhe.


Piercings e tatuagens.Não estou falando daquela mulecada de 12, 13 anos que insiste em meter um piercing escondido atrás da sobrancelha direita por quê seus outros amigos delinqüentes assim o fizeram. Eu até concordo quando alguém diz que eles não sabem pensar por si mesmos.

Tô falando do pai dominador que renega o filho de 20 anos por causa de uma tatuagem de leão na batata da perna. Será possível que o cara não entenda que a batata da perna é do muleque, e não dele?
Caramba, que diferença isso vai fazer pra vida dos outros!? Um muleque de 20 anos já deve ter feito tanta merda na vida e o cara ainda se encuca com uma tatuagem ou piercing?!
Esse episódio é típico de pais pobres que sonhavam em ter um filho quarenta vezes mais rico que eles e ficam sempre repetindo a velha história "Ah, no meu tempo não tinha mordomia de graça não... No meu tempo eu tinha que andar 400 quilômetros a pé pra escola todo dia carregando meus trinta irmãos nas costas. Ah, vocês são mal acostumados"


Domingão em família.

Crianças gritando e chutando umas as outras, tiozões gritando e rindo alto enquanto falam de futebol, titia fulana reclamando da vida pra titia fulana, que tá doida pra contar a fofoca sobre o fulanelson. Alguém fuma a um canto, cachorros derrubam pratos da mesa, jovens desocupados jogando baralho... Domingão em família pode ser a maior perda de tempo do mundo, ou uma experiência incrivelmente interessante se você prestar atenção.
Sem mais comentários sobre isso, acho que vocês já entenderam.


O cachorro.
"AAAAAAH! Que bunitinho! Quem é o totó da mamãe? Vem cá, vem. AAI, OLHA QUE FOFO O QUE ELE TÁ FAZENDO NA MINHA PERNA! Meu Deus, o que ele tá fazendo na minha perna? Hehehehehe, bunitinho!"

E o nome? Lessie, Rex, Thunder, Angelia Jolie, Barbie, Sandra...
Depois vem um cientista bitoladaço e diz que animais são estúpidos. Também, né?


Carreira.

Esse tem maior incidência no nordeste. O cara passa a vida inteira enfiando na cabeça da criança que ele(a) vai ser médico(a) quando crescer.
O pior, o pirralho acredita.
Tá aí, tudo quanto é primo lá no nordeste virando doutô. Vamo ver se dura...


Por aí vai... Reconheceram algum caso?

Ah, permita-me deixar aqui o que eu sempre ouço do meu pai e até hoje tento entender.
"Sai desse computador e vai ver TV."