Quanto a meu segundo dia no Rio... Foi bem bacana! Mas não aconteceu nada do real interesse de vocês. x)
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Muito bem. Como muitos bem sabem, estive viajando. Depois daqueles dois dias no Rio, voltei pro QG em Volta Redonda, onde vive a massa da família. Depois de um tempo, a família toda foi pra Penedo se encontrar com a família vizinha. Explicarei. Todas as pessoas que descendem da minha vó se encontraram com todas as pessoas que descendem da minha tia-vó. A família Martins e a Medeiros fizeram uma confraternização e tanto.
O que me faz lembrar! Alguém vasculhou o histórico da família em algum lugar e descobriu que nós nunca deviamos ter sido chamados de Martins. Os sobrenomes da minha bisavó que deu nome a família eram Moura Oliveira. Ela devia ter algum ódio profundo pelo passado, porque de uma hora pra outra decidiu que seus filhos trariam o sobrenome Martins.
Ou seja, eu sou da terceira geração dessa família Martins. Consideravelmente nova, né?
Mas não se engane, tinha muita gente naquele lugar.

Mais que isso. Sem exagerar, tinham dezenas de pessoas que eu nunca vi na vida. Foi legal.
Mas isso não me impressionou. A cada mês que passa eu conheço no mínimo mais uma pessoa que tem algum tipo de laço sanguíneo comigo. O que me impressionou foi a pequena cidade de Penedo em si.
É um refúgio de duendes.
Não, sério mesmo...
Penedo é um refúgio de duendes.
Eu almocei em Penedo, sabe. Paramos em um dos vários restaurantes disponíveis (é uma cidade turística a beça). A comida era boa, mas as cadeiras e mesas são minúsculas! Meus joelhos batiam na mesa, cáspita! De início pensei que se tratava de
uma cidade de homens gordos e baixinhos, mas posteriormente averiguei melhor todo o quadro.
Quem me explicaria tantas
apologias ao Papai Noel!? E estamos em Julho! Por que alguém em sã consciência construíria um shopping chamado "
Casa do Papai Noel"? Não o bastante, também uma praça e um restaurante?
Não convencido? Que tal isso?!

E isso!?

"Sua mula destrambicada, isso é um extravengo pra tirar foto!", você vai pensar. Mas é claro que eu sei que é um extravengo de tirar foto, pô. Mas me diga onde mais você vê um trambique desses com o tema
"Duendes em Cogumelos"? Suspeito, né?
Já com certa suspeita, decidi conversar com um dos nativos do local. Pela janela de um restaurante, perguntei ao rapaz:
- Oi moço. Você pode me responder uma parada? Quem nasce em Penedo é o quê?
- Não sei... Eu não sou daqui. Pergunta praquela moça ali ó.
E lá fui eu chamar a outra cozinheira...
- Ô moça! Quem nasce em Penedo é o quê?
- Iiixi, sei não, minino! Eu num sô daqui não.
- Ôxi...
Não só esses dois, mas TODOS os supostos nativos não são de Penedo! É uma
cidade de escravos humanos?!
Ainda não convencidos?
Repare então nos
nomes duendísticos escolhidos para os estabelecimentos da cidade.

Me pergunto se quem dorme em uma dessas pousadas volta pra casa um dia...

Nessa foto observamos uma escrava humana (muito bem escolhida, aliás) entregando-me um panfleto que convida gentilmente a estabelecer morada em um dos
condomínios inteiramente naturais produzidos apenas com folhas recicláveis e envoltos das mais belas paisagens naturais. Como meu primo e amigo Jean Perigoso sabiamente observou, o papel também tinha um cheiro de natureza muito peculiar.
Para os mais cínicos que insistem em não acreditar em minha descoberta, eis a prova mais concreta e inegável de que duendes existem em Penedo!
UM DUENDE PEGO EM FLAGRANTE.
Observe sua aura mística, típica de criaturas mitológicas. O seu porte encolhido, típico de criaturinhas malandras. Seu olhar mutreiro e misterioso e, mais importante, seu longo membro apical rijo, possivelmente utilizado para manter os escravos humanos a curtas rédeas.
Obviamente, eu fiz uma pesquisa aprofundada no
Wikipedia mundo on-line assim que cheguei em casa. Eis que Penedo na verdade é uma cidade famosa do Alagoas! Sendo que Penedo que eu visitei era no Rio de Janeiro! Será a imaginação dos duendes afetada?
Teriam os duendes copiado o nome de outra cidade qualquer? Isso é algo que eu não vou investigar mais a fundo, pois jamais pretenderei me tornar um escravo humano.
Se bem que eu ainda quero saber como se chama quem nasce em Penedo...

Ah, eu ainda não sei onde colar minha figurinha do Guillermo Franco. Alguma sugestão?