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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Lembra se puder...

Com muita frequência lembro dos meus sonhos. Gosto de pensar que isso duplica meu tempo de vida, já que se eu não lembrasse deles o tempo em que eu estou dormindo passaria em branco.
Muitas vezes eles são conectados, muitas vezes em um sonho eu tenho memória de outros anteriores mas não lembro do mundo real. Aliás, meus sonhos são uma grande parte de mim que eu contei com detalhes pra poucas pessoas.
Essa é uma história que alguém me contou num sonho, do jeito que consigo me lembrar agora. Enquanto ele contava, a história se passava diante dos meus olhos:



Um pai tinha um filho cego e uma filha com visão normal. Acho que o cego era mais novo, mas não tenho certeza. Ele passou por uma vasta planície laranja com eles. Tão vasta que era difícil ver o fim. Como um oceano de grama alta.
Lá, a filha perguntou:
- Pai, como você não se perde por aqui?
O que ele respondeu me escapa da memória agora, mas acredito que era importante.

Um dia, o pai precisou se separar dos filhos e ir sozinho praquela planície. Em meio a tristeza da separação, a filha perguntou:
- Pai, e se a gente precisar de você enquanto você está fora?
- Vocês são perfeitamente capazes de se virar sozinhos enquanto eu estou fora, meus filhos. Mas, se precisarem de mim, eu tenho certeza de que conseguirão me encontrar.

O pai foi embora e o tempo passou. Em determinado momento, os filhos precisaram dele. Eles saíram para procurá-lo e se depararam com a grande planície.
A filha não sabia o que fazer e sentou para chorar.
Mas o filho não. Ele puxou seu violão e começou a tocar serenamente. O tempo passava e o braço dele cansava, mas ele não parava de tocar.
- Por que você tanto toca, irmão?
- Se eu tocar bastante, a música vai chegar no nosso pai e ele nos encontrará.

A filha achou isso muito bonito, mas se encheu de tristeza. Como o seu irmão era cego, ele não sabia quão vasto era aquilo tudo. Ela tinha certeza de que o pai nunca os ouviria.
Porém, a planície era muito silenciosa.



Eu não lembro o fim da história, mas lembro que ele era feliz a seu modo. Tinha uma lição muito bonita que eu tenho certeza que aprendi, mas não consigo lembrar agora.
Esse sonho eu tive a muito tempo. Eu lembrei dele porque, agora há pouco, deitado na cama, tive um sonho de alguns segundos em que esse garoto cego tocava na planície. Quando essas coisas acontecem é melhor registrar logo porque sonhos não costumam durar muito tempo na memória recente se você não passá-los rápido pra memória a longo prazo.

Desculpem se esse post não fez muito sentido.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Ora, esses garotos... Ainda lhes falta muito o que estudar.


O Danilo falou comigo sobre uma coisa que ele leu relacionada a sonhos com o futuro. De acordo com ele, as vezes pode dar uma falha no sistema nervoso do cérebro e ele precisa mandar a mensagem duas vezes. Isso causa a impressão de já ter visto aquilo. Outra ferramenta relacionada é que quando sua mente precisa de uma explicação, ela mesmo inventa o tal sonho no seu passado e implanta isso na sua memória. Cara, isso é uma auto-lavagem cerebral!

Claro que o Daniboy é só um gamer nerd e não manja nada do funcionamento do cérebro, muito menos eu. Além do mais, até hoje não conseguiram entender perfeitamente esse super-computador. Quando entenderem vai ser bem mais fácil criar um andróide...

Quanto aos comentários, eu modifiquei para o modo "abrir janela" e agora você não precisa logar na sua conta do Google pra comentar. Se bem que eu tô super satisfeito com a quantidade de comentários atual, mas é sempre bom incentivar.
No mais, tava aqui ouvindo um poema citado em um dos "Um Barzinho Um Violão" da vida e achei que seria legal dividir com vocês.

A Bunda


A bunda, que engraçada, está sempre sorrindo! Nunca é trágica.

Não importa o que vai pela frente do corpo, a bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora - múrmura a bunda - esses garotos... ainda lhes falta muito o que estudar.

A bunda são duas luas gêmeas em rotundo meneio.
Anda por si na cadência mimosa, no milagre de ser duas em uma, plenamente.

A bunda se diverte por conta própria. E ama.
Na cama, agita-se. Montanhas avolumam-se, descem. Ondas batendo numa praia infinita.

Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos.

A bunda é a bunda. Redunda.


Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 24 de março de 2008

Minhoca simpática com um lenço no pescoço.


O Jow é um cara de boa vida. Morando em bairro chique, casa estilosa, namorando firme e ocasionalmente cuidando das galinhas e espantando ladrões com sua espingarda.
Por sua tendência em ser do contra, adora jogar o que ninguém mais joga. Seja Grand Chase, seja Ragnarok.

Hoje ele me veio dizendo que viu uma coisa que fez lembrar de mim. Uma minhoca boa-pinta.

Eu só não sei o que diabos eu tenho a ver com a minhoca (além da boa-pinta).

Bom, nem ele sabe...
Algumas pessoas sabem que eu sonho muito. Tipo, mais de 50% dos meus sonos envolvem sonhos.

Não estou sendo infantil quando digo que as vezes a gente sonha com o futuro. Mais tarde a coisa acontece e você tem a certeza que já viu em algum lugar. Lá na França chamam isso (entre outras coisas) de déjà vu.

"Uau, Gam. Você é um hero, parabéns."
Obrigado, mas não é isso que eu tô dizendo. Eu tô com esse papo porque sonhei com essa porra de post com essa mesma imagem e a palavra galinhas em algum lugar há duas ou três semanas atrás e fui reparar agora enquanto escrevia. Isso é fantástico, né!?
No mais, deixo com vocês o trailer de um filme muito animal que o Jow nos recomendou hoje.

Pacman, the movie