Eu não tinha isca, né. Na verdade o plano era caçar minhocas por lá desde o começo, assim como da última vez. Mas eu esqueci que da última vez quem caçava as minhocas eram meu tio e meu primo. EU NUNCA CATEI MINHOCA.
Mas tudo bem, tudo o que eu tinha que fazer era lembrar exatamente o que eles fizeram. Eles sempre cavucavam perto de árvores. Ótimo, então eu só precisava achar uma árvore com terra relativamente arada, é claro!
Comecei a cavucar. Não sem antes quase enfiar a cara numa enorme teia de aranha...
E depois de uma hora de cavucagem, nenhum progresso. Foi quando a minha mente se iluminou e eu entrei em um processo que chamamos de evolução. Arranquei um galho meio duro pra usar como utensílio de escavação e continuei o trabalho com o quádruplo de produtividade.
Eu tava tentando lembrar qual era aquele produto que usavam pra fazer minhocas virem a superfície que eu vi no documentário da escola quando PÁ, SURGIU. Era roliço, dividido em anéis e marrom, mas não era uma minhoca... Bom, só o fato de ser uma forma de vida já me deixou muito feliz. Quer dizer que alguma coisa eu tinha feito certo.
Na presença de um exemplar perfeito de tal criatura, não pude deixar de gravar para dividir.
Foi assim que eu tentei pescar com uma centopéia.
A essa altura minha vizinha aranha já tinha capturado o seu almoço três vezes maior que ela, humilhando completamente meus polegares e capacidade de raciocínio que não conseguiram nem achar minhocas.
Economia é a alma do negócio. Por isso decidi cortar minha pobre centopéia em três. E aí reparei como ela era dura e que nenhum peixe em sã consciência iria querer devorar aquilo... Mesmo assim eu tentei. Sem sucesso.
Mais um tempo cavucando
Diante do duplo fracasso e das duas horas na beira do lago sem pescar absolutamente nada, resolvi que já tinha me divertido o bastante e era hora de voltar.
Da próxima vez ou levo o maringuense comigo ou vou pra uma Lan House.
