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domingo, 12 de julho de 2009

"Caras... Temos um problema."

NOSSAEUTENHOTANTACOISAPRAESCREVERRAPAZ!

Lendo meus posts mais recentes eu reparei em como o blog tá desatualizado. Sabe, você fica um tempão sem postar e dá aquela básica desculpa pra si mesmo... "Ah, não tem nada de novo na minha vida mesmo."
E PIMBA, tem um monte de coisa nova.


Lembra que eu tava namorando? Então! Ela me largou. Não uma, nem duas, mas três vezes!
Não que eu ainda tenha algum problema com isso (bom, já fazem semanas e semanas) ou vá ficar falando das minhas irrealizações pessoais pros leitores como se elas realmente fossem de alguma importância. Eu sei que o que vocês querem é ler contos mirabolantes sobre gente excêntrica numa cidade excêntrica com tramas excêntricas.
Se você tá com pressa, pula lá na tag do Super World que finalmente tem um capítulo novo. =D
Ah, e depois aproveita e responde a enquete pra mim saber qual é o personagem mais amado! Lembrando que vale votar em mais de um!


Agora, se o que você quer é fofoca, vamos falar das minhas irrealizações pessoais. Yey!
Acho que todo mundo já me perguntou e eu já respondi, mas se ainda restar alguém com a semente da dúvida sobre o motivo do nosso término, explicarei.
Afinal, não é como se tivesse algum podre ou segredo sórdido no meio, né...
Sim, ela é louca! Mas não, não foi por isso que ela me largou. Seria egocentrismo demais da minha parte concordar com isso, certo?
Ela me largou alegando estar sob constante pressão psicológica. Cá entre nós, eu tenho certeza absoluta que é isso mesmo.
Tipo, puta que pariu, eu sou grudento demais. No lugar dela eu também me largaria. É claro que ela inventou um monte de história sem pé nem cabeça pra usar como pretexto na hora, mas é justificável.
O que me revolta é essa sensação de culpa. Saca? É uma coisa que dependeu inteiramente de mim e eu fiz cagada. E agora não tem mais volta.
Todo mundo merece uma segunda chance. Mas repare que nesse caso seria... a quarta.
É, eu percebi a merda tarde demais u_u
ACONTECE, BOLA PRA FRENTE, VAMO LÁ.

Mika, se você estiver lendo (lol, eu sei que tá), me procure de novo daqui a uns anos, depois do pandemônio Maia, que a gente vê se dá certo o/

Agora chega de falar de mulher.

Bom, como disse... absolutamente ninguém, "nem tudo é merda".
Essa vida de solteiro me jogou diretamente de volta para a minha confortável e inerte sina de nerd madrugueiro (Olha, eu tô postando as 5 da manhã e tô ligadão!) e, de quebra, o ócio absoluto tem fatalmente me empurrado em direção aos meus bons amigos.
AH, QUE FOFO.




Acreditas em karma?
Então! De uma hora pra outra um ninja faixa preta arranjou rivalidade comigo. Quando eu aparecer dilacerado com uma shuriken na testa, já sabem o que aconteceu 8D
E EU NÂO FIZ NADA D:
Anyway, isso entra para a lista de fatos interessantes para contar na posteridade.


Meu aniversário foi dia desses! (23 de mês passado)
E AQUELES TCHUTCHUCOS FIZERAM UMA SURPRESA PRA MIM DE NOVO! S2
Me jogaram contra a parede no meio do intervalo com um (fantástico, estupendo, maravilhoso) bolo de chocolate caseiro e uma garrafa de coca-cola *0*



Puta, suco de uva concentrado é do caralho. É o tipo de coisa que me deixa sem escovar o dente só pra continuar com o gosto na boca. :~


Ultimamente eu tenho ido ajudar a instituição que a minha mãe trabalha numas festas que eles organizam/participam pra arrecadar uma grana. Na hora é tudo pau pa toda obra. Ocupa-se o serviço que estiver precisando na hora, desde varredor a balconista ou homem da chapa (super legal, admita!). Me sinto útil, me divirto e, de quebra, estou ajudando os necessitados (eles trabalham com deficientes mentais). 8D~

Numa delas o Cox foi junto, né. A gente tava cuidando da Boca do Palhaço (até a chuva começar) e um dos maiores prêmios era esse livro que eu insisti em recomendar a ele, mas ele não quis nem abrir.




Deixa eu ver se tem mais alguma coisa legal aqui...
AH, olha! Ensinei minha cachorra a lutar com espadas 8D




Nossa, as fotos ficaram enormes, né? E eu coloquei pra dar upload como imagem pequena...
Bom, é bom que dá pra ver melhor, certo? 8D
Dá até pra reparar que o Cox tá usando camisa de pagodeiro, ó!

AKSJDHASKJD sumemo.
Como eu prometi (e vocês acharam que eu tava mentindo), nas férias estou retomando SW!
Boa noite. Acordem bem :*

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Just so easy when the whole world fits inside of your arms.

Estava eu lá ultrapassando a marca da metade do meu almoço (lê-se 'no terceiro espeto de carne'). Enquanto fazia isso eu assistia a adultos em maioria gordos conversando sobre amenidades com amigos semelhantes, crianças nojentas brincando e mijando na piscina (e gritando isso em alto e bom som), cachorros fofinhos correndo de um lado a outro. No rádio ligado da lanchonete tocava um forró ligeiramente bobo e agradável. A carne estava simplesmente perfeita. E, me vendo nessa situação singular, comecei a pensar em que vida agradável tenho levado fora de casa. Digo, eu estava me virando muito bem com os meus compromissos (faltando em uns, indo a outros) e, pasme, já tinha até arranjado uma namorada!

Eu sempre me dei bem fora de casa. Quando vou viajar, passar um dia ou mais na casa de um amigo ou coisa e tal, geralmente sem meus pais, sempre noto como me dou bem e me divirto com a 'aventura'. É por isso que decidi viajar bastante quando crescer. Ou, correndo o risco de soar familiar para alguns, me tornar um mochileiro. Acho que a vida viajando por aí, conhecendo um monte de gente e um monte de lugares legais deve ser muito bacana.

Então pensei na Mika. Será que quando eu conseguir um emprego caseiro que me permitisse viajar (se eu conseguir), ela aceitaria ir comigo? Sejamos mais práticos ainda. Será que ela ainda vai estar namorando comigo?
Mesmo se eu estiver solteiro, e se eu acabar arranjando outra namorada numa dessas viajens? Será que isso me faria parar?
Pensei melhor e cheguei a conclusão de que, na remota hipótese de que eu teria um emprego bom e caseiro, estivesse livre pra ir pra onde quisesse, ainda namorando com a Mika e ela não quisesse ir comigo, eu ficaria com ela. Bem ou mal, dá pra conhecer novas pessoas e lugares em qualquer canto. Até perto de casa.

Foi mais ou menos por aí que o meu espeto acabou. Ao forçar minha mente a focar-se em ir comprar outro, minhas divagações acabaram se centrando em outros assuntos.
Como levar a Mika pra festa de Domingo?
Pensei um pouco e arquitetei um plano aceitável. Minha próxima reflexão foi a constatação de que a Mika acaba surgindo em quase todos os meus pensamentos.A próxima foi "Vou postar isso no blog". Mas se eu dissesse isso aqui, perderia toda a magia.



A primeira parte desse post foi escrita há muito tempo, logo em seguida ao post do Cox. Eu já não lembro se a Mika foi pra festa de Domingo, nem que festa é essa... Mas ela ainda aparece em quase todos os meus pensamentos. Aliás, hoje ela disse que me ama. Tô no espaço~

Mas vocês não precisam ouvir minhas melações. Deixa eu falar sobre outra coisa...


Sim, eu mudei o layout. Agora é um em homenagem ao Guia do Mochileiro das Galáxias, que é uma história que eu curto pra cacete.

E mais, eu tirei certos favoritos do Sburbles... Tirei os que nunca atualizam e os lazarentos que nunca lêem meu blog. Tem alguns que se encaixam em um ou nesses dois grupos, mas se por algum motivo eu gosto do link deles, não tirei.

Massim, mudando de assunto!


Campinas é uma cidade que recebeu muitos imigrantes japoneses. Existe um clube aqui feito por eles pra eles, chamado Nipo. O Nipo tá sempre de portões abertos, não importando se você é sócio ou não. Lá ocorrem festas e eventos (já ouviu falar da FanMixCon?), além de uma feira mensal todo segundo Domingo com diversos produtos japoneses ou não. É lá que eu arranjo canetas de choque... Anyway.
Além disso, no Nipo existem três grupos que se encontram todo Domingo. O KodomoKai, o JuniaKai e o SenenKai.


O KodomoKai é tecnicamente uma creche. Crianças são deixadas lá de manhã para serem supervisionadas, brincarem e até aprenderem um tantinho de japonês. Essa criançada é supervisionada por alguns caras do JuniaKai. Aliás, em prol da informação: O Cox já foi monitor do KodomoKai... Daí você tira suas próprias conclusões.

De manhã a criançada traz diversos lanches e bebidas, que são servidos como café-da-manhã depois. Meu café-da-manhã, as vezes.

O JuniaKai é a próxima reunião, realizada a tarde. Dos três grupos, é o mais numeroso, contando agora com 150 membros. Os jovens de 11 a 17 anos chegam, comem o que restou do café do KodomoKai, conversam, zoam da cara de alguns rapazes pré-determinados e realizam alguma tarefa grupal legal.
Cantam em corais, participam de esportes, trazem PS3 e pá e pó. Você consegue imaginar o que é brincar de polícia e ladrão com 60 pessoas com direito a arminhas de água? Pois bem, é um barato.

Depois de realizadas as atividades do dia, os Junia se juntam numa grande roda e fazem uma reunião. Mais tarde vamos conversar sobre algumas dessas reuniões.

E, por fim, temos o SenenKai. O grupo é de semi-adultos (18 a 20 e tantos anos). Eu não sei o que eles fazem, conheço só alguns membros e não sabia da existência desse grupo até ontem. Aliás, nem foto deles no Google eu achei. Ninjas...

Agora, vamos tratar das tais reniões do JuniaKai.

Não, eu não sou um membro. Por morar a uma distância ínfima do Nipo, as vezes eu apareço por lá, só isso. Fato é que, por uma fantástica improbabilidade do destino, eu estive presente em algumas das reuniões mais importantes. Eu estava lá quando eles planejavam a recepção do príncipe japonês que vinha em comemoração aos cem anos de imigração. Eu estava lá quando eles decidiam como seria a camisa oficial do JuniaKai. Eu estava lá quando uma bola de futebol bateu e quebrou a janela espalhando cacos pela quadra inteira (isso não foi importante, mas super divertido). E, creiam, eu estava lá ontem quando eles decidiram ser reconhecidos internacionalmente.

Akira, membro original desde a criação do JuniaKai há cinco anos e líder organizador do grupo estava de pé diante de vinte jovens majoritariamente japoneses. Era um dos últimos encontros do grupo neste ano e ele tinha um assunto importante pra colocar em pauta:

- Gente. Quem tava aqui em 2003 levanta a mão. Pois é... Vocês lembram como era? Era só um grupo de amigos que criou o JuniaKai sem intenção nenhuma, só pra se encontrar aqui... E agora nós temos 150 membros. Naquela época nós tinhamos sonhos e até um objetivo. Chegar no Japão. Agora a gente já chegou. E aí, vamo parar ou o quê?

Ninguém queria parar, é claro. É verdade que eles já tinham chegado no Japão. Eu estava lá quando o Akira falou sobre os garotos que foram mandados por eles em intercâmbio. Agora eles precisam de uma nova meta.

Depois de um bonito e explicativo discurso sobre o que é estratégia (do inglês estrategy, do latim estrategia...), ele distribuiu papéis para votarem em qual seria o próximo objetivo do JuniaKai.E estava lá, com quase unanimidade, colado no armário: "Ser reconhecidos no mundo inteiro! \o/"

Oficialmente, a contagem dos votos seria depois de uma pausa para uma apresentação no palco, então todos começaram a sair. Mas pra quem viu o armário, tava na cara que seria isso.

Eu fiquei sentado ali até todos saírem e só sobrarmos eu e o Akira na sala.

- Ei Akira. Você bota fé nesse negócio de reconhecimento mundial?- Eu só perguntei porque queria saber o que ele iria responder.

- Boto - Ele disse com aquele sorriso japonês (^^) sem pensar duas vezes.

- Mas você tá ligado no tamanho do mundo? Isso vai dar um trabalhão.

- Mas se é mesmo isso que eles querem, com esforço a gente chega lá. Você acha que dá pra conseguir 50 mil reais em cinco meses?

- Dá?

- Foi o que a gente fez pra mandar eles pro Japão... E antes a gente só conseguia 5 mil por ano. Se você quer mesmo uma coisa é só lutar pra conseguir. Vai ser fácil.

Aí eu fui jogar PS3 (Naruto Ninja Storm é muito legal, por sinal). Depois nos juntamos pra terminar a reunião, e todos afirmaram várias vezes seguida que definitivamente era isso que eles queriam, não importasse o tempo e o trabalho que desse.

Eu passei o meu telefone pra eles. Se eles planejam mesmo ser reconhecidos no mundo inteiro, vão precisar de toda a ajuda possível. E eu adoraria fazer parte disso.

domingo, 30 de novembro de 2008

Because he's loving all the ladies but the ladies don't love him at all.

Gente, a pergunta final do último post foi só pra saber o ponto-de-vista de vocês sobre o fato. Eu me dou muitíssimo bem com o meu pai e aquele evento foi absolutamente comum e inofensivo! x)


Deixando aqui os merecidos créditos ao autor desta magnífica obra, Marmota.
Parabéns, essa é uma das melhores cartas (Y)


Agora, vamos falar sobre o Cox. Grande cara, esse Cox. É verdade, ele não te deixa na mão e nunca abusa da boa vontade de ninguém. A não ser que você seja uma menina japonesa no ginásio e solteira. Nesse caso, te aconselho a manter distância. Uma distância bem grande. Bem, bem grande. CORRA. E mantenha-se longe dos mercados também! É o habitát preferido dessa fera insaciável! Bom, continuemos...

Indo contra o que eu falei em outro comentário por aí, acabei fazendo mais um post sobre uma pessoa. Dessa vez é um amigo que todos nós, sem excessão (nem mesmo as meninas, nem mesmo os pais, nem mesmo a ingrata natureza), adoramos zoar. Não me responsabilizo pela veracidade de nenhuma das sacanagens tratadas aqui. Se você é do tipo de pessoa que gosta de levar tudo o que lhe for conveniente ao pé da letra só pra depois esfregar na cara de alguém com palavras do tipo "AAAH, VOCÊ É BOBO. TÁ NO BLOG DO GAM, RSRSRSRSRS. EU LI TUDO, AGORA VOU TE ZOAR PRO RESTO DA VIDA!"... Bom, se você é desse tipo de pessoa, por favor faça isso na minha frente. E me arranje uma câmera, também.

Para os que sacaram a piada da ingrata natureza e estão agora se perguntando o que diabos ela fez com o pobre Cox, eu vos digo. Ele não só nasceu com um peito faltando, um nariz compensando isso e uma arcada dentária avantajada, como é incrivelmente magrelo e de voz esganiçada.
Fosse só por isso, o Cox poderia na pior das hipóteses levar uma vida perfeitamente tranqüila como "amigão auto-depreciativo com cara de bobo que gosta de beber". Mas aí entra o grande problema... O Cox é um cara sério! Tá, eu não usaria a palavra sério. É um metaleiro rabugento. Sem contar que ele não agüenta meio copo de bebida...
Graças aos céus, é um homem cheio de esportiva pra agüentar as nossas sacanagens. Mas, por outro lado, fica esperando a mais ínfima e oculta possibilidade de te zoar de volta.

"Ah, só isso? Eu esperava um post sobre um cara extremamente excêntrico ou, no mínimo, com um maior potencial destrutivo". Não, rapaz, não é só isso! Talvez o elemento em questão realmente não tenha um grande potencial destrutivo, mas eu vou te mostrar o quanto alguém pode ser excêntrico.

Nós também zoamos o Cox pelo seu gosto deveras original por... Tudo. O Cox gosta de meninas mais novas, literatura estrangeira e música de baixo calão.
Tá, deixa eu tentar me expressar melhor... O Cox gosta de meninas abaixo de 12 centímetros anos, mangás yaoi (gays, literalmente falando) e Jonas Brother's Band.

Não satisfeito? Além de assistir Gossip Girl (que, apesar de tosco, não é grande coisa para se zoar alguém) ele há pouco tempo revelou que também assiste Brazil's Next Top Model.
Não que eu tenha algo contra um reality show nada original extremamente fútil com o propósito de encontrar mulheres que se assemelhem ao máximo com um poste e que consigam se mover apenas pela força do pensamento, desafiando todas as leis da física que impediriam alguém composto só de ossos secos a ficar de pé. Na verdade, o problema está em um machão com pose de metaleiro assistir essa desgraça.

Essa semana minha mãe viajou. Como meu pai trabalha de Segunda a Sexta e só está em casa a noite, não teríamos (eu e minha irmã) ninguém para nos levar para a escola. Por isso, procuramos alojamento por aí.
Pois é, eu fui pra casa do Cox. Com isso toquei em seu maravilhoso e brilhante baixo novo, joguei video-game com o irmãozinho dele e juntei material o bastante pra zoar legal. Mas Cox, não leve nada disso a mal. Brigadão pela estadia!

Eis que um dia estávamos eu, Joseph (o maringuense), Amorim (meio boliviano, meio japonês)(qualquer dia tratemos dele aqui) e Cox andando na rua. Passávamos despreocupadamente em frente a escolinha primária Tom & Jerry quando Cox, em sua ingenuidade e completa desatenção quanto a sua posição de "pedófilo da turma", aponta para dentro dos portões da escola e berra, indo contra todos os padrões da ética, bom senso e discrição:
- NOSSA, OLHA QUE GOSTOSA AQUELA MENINA SENTADA ALI.
Isso me lembrou imediatamente de uma outra ocasião, cujo relato se encontra em itálico no fim deste mesmo post. Mas agora, retomemos a narração...
Será que existe alguém em sã consciência nesse mundo que não seja o Dalai Lama e que não zoaria um rapaz que se coloca nessa situação? Me diz, existe!?
E foi assim, zoando o Cox, que terminamos nossa jornada até a casa do Amorim.


Já tínhamos chegado e estávamos lá estudando matemática com uma lista apelativa e progressivamente indecente. Nisso o Cox diz:
- Vamo pro próximo exercício então.
E o Amorim (perceba agora que o Amorim se trata de uma daquelas pessoas divertidas que parece estar alta em 100% do tempo):
- Let's go to the next, then! The next exercise. The brazil's next top model.
Vamos ignorar o fato de esse texto não ter feito o menor sentido sob vários aspectos e nos focar na próxima parte do diálogo, quando o Cox ingenuamente disse "Eu assisto". Podemos? Ok, vamo lá.
É aí que o Cox diz, ingenuamente:
- Eu assisto.

É óbvio que ele gastou os próximos cinco minutos tentando negar vêemente essa declaração, mas já era tarde. Oh Cox, você se incrimina.

E então, enquanto eu lia um livro super agradável (sim, em breve faço um post sobre ele...), o Amorim contatava o Habbibs (bom observar o curioso fato de que para isso ele teclou Redial)
e Joseph tentava ouvir uma agradável espécie de rock em seu celular, que Cox nos assusta todos com sua banda do momento: .............
Essa é a hora em que eu diria o nome da banda. Mas por se tratar de um nome coreano escrito com aquela escrita coreana (kanji?), nós nunca saberemos qual é. Tratemos por ............., ok?

Pois é, ele colocou ............. pra tocar. E como o celular dele era mais alto que o do Joseph, acabamos tendo que ouvir .............. E nossa, ............. é MUITO enjoado. Imagine os Back Street Boys. Ok, imaginou? Agora, tente lembrar da Angélica e todas aquelas pessoas totalmente randomicas e esquisitas que ela chamava diariamente. Calma, não perca os Back Street Boys de vista! Conseguiu lembrar mais ou menos o tipo de gente minimamente estranha que a menina chamava pro seu show diário? Pois é, some aos Back Street Boys (ainda tá com eles aí?) esse nível de excentricidade. Agora puxe um pouco os olhos deles, coloque alguns dos membros sob bronzeamento artificial e chute para o outro canto do mundo.
Agora estufe o peito, vá adiante e imagine um clipe! Lembrando que os métodos de filmagem e concepção de arte do outro lado do mundo são ligeiramente deturpados em relação ao americano (que seria o que estamos acostumados). É isso. Isso é .............. É isso que o Cox ouve. É isso que ele coloca pra tocar em alto e bom som. Uma freaking korean boy band.

Sabiamente, alguém (cujo quem não lembrarei agora) comentou:
- Isso lembra Jonas Brother's Band.

E ficou por isso mesmo. Não sei se o Cox ouve Jonas Brother's Band, eu admito. Mas não deixa de ser perturbador.


Não satisfeito, colega? Tudo bem, tudo bem, tem mais. O legal sobre o Cox é que ele é um grande baú de zueira saudável. Aproveitando o tópico, tomarei a liberdade de contar uma história já antiga, mas sempre nova em nossas memórias. Vou terminar o post com ela, deixando claro o quão legal é zoar o Cox.
Mas não quero que ninguém pense mal desse meu amigo. Só por aturar esse monte de zoeira pra cima dele, percebe-se o quão gente boa o cara é.
Tudo bem, vamo lá...

Flashback effect.


Vuosh

Era o início da moda emo. O prazer de chorar por besteira, as calças xadrez e o sonho de um bando de muleques fedorentos tocando música no seu próprio telhado tinham acabado de se espalhar pelas mentes de várias meninas sentimentais ou com um mínimo senso de moda e de vários meninos com um único e sincero propósito de se aproveitar dessas meninas.

Movida simplesmente por essas besteiras da mídia, uma menina devidamente vestida com o seu All Star, sua própria calça xadrez, sua blusa milimetricamente excêntrica e suas meias berrantes estava sentada na entrada do cinema. Ela abraçava os próprios joelhos numa posição deprimente e quase penosa enquanto provavelmente pensava se valeria a pena borrar a sua maquiagem ou não ouvindo uma daquelas infinitas bandas ascendentes de nome esquisito e qualidade inaproveitável. Resumindo, tinha uma emo lá sentada no chão.

O Cox ainda tinha o cabelo até o ombro, uma blusa pesada e preta de uma banda qualquer por cima de outra blusa igualmente pesada de outra totalmente diferente, apesar do calor insuportável que devia fazer lá dentro (dentro daquelas blusas). Sua calça jeans com correntinhas penduradas, seu All Star preto e fones de ouvido denotavam claramente que se tratava de um jovem metaleiro mas, apesar de tudo isso, ele nada tinha contra uma bonita eminha. Cox tinha pressa. Ele havia sido deixado pra trás para comprar pipocas e o resto da galera já estava entrando na sala de cinema. Provavelmente o filme estaria começando agora e ele não queria perder.

O clímax da história é agora, onde essas duas figuras se encontram. Cox, em passo apressado, faz a curva para entrar no cinema e, ao virar a cabeça, repara na bonita e sem dúvida mais jovem garota sentada ali. Uma série de circuitos em seu pênis cérebro entram em ação em uma fração de nanosegundos e ele declara, puramente:
- Gostosa!
E é aí que ele percebe que, devido aos seus dentes frontais enormes que mantém sua boca sempre aberta, ele não só pensou isso (como de costume), mas também declarou em alto e bom som. O que inclusive fez a menina levantar a cabeça. Diante de tal constrangimento e imprevisto, Cox faz o que qualquer um em sã consciência faria no seu lugar (se é que uma pessoa em sã consciência se meteria numa situação dessas). Ele correu. Correu alucinadamente na direção em que seus pés já estavam virados. Correu com tudo o que pode para a sala de cinema, onde poderia se esconder no escuro. Ah, o escuro.

Eu caminhava e comia minhas pipocas. Eu sempre achei muito bonito segurar as pipocas só para depois que o filme começar, mas aquele cheiro de manteiga na minha cara e a fome sempre foram mais fortes. Eu caminhava calmamente e comia calmamente cada pipoca como se fosse a última. Ah, eu sempre soube como aproveitar a vida.
Na época meu cabelo não era cheio desses produtos químicos e vaidade. Ele era um asqueroso e respeitoso Black Power. E assim, balançando meus cachos que só por existir desafiavam todas as leis da física e moral, eu ia em direção ao filme. Lá vários amigos meus estariam me esperando. Menos o Cox, é claro, cujo o qual eu respeitosamente deixei pra trás para não perder o começo do filme.
Hei que, como um raio, o próprio passa por mim. Eu já estava naquele corredor final que levaria até a sala. Acho que o nome do local é 'corredor de acesso'. Sabe qual é, né? Aquele todo preto, com luz escassa e uma curva no final. Ah, a curva.

Cox estava histérico demais para pensar na curva. Mas a curva não ia esquecer dele assim tão facilmente. Ou melhor dizendo, a parede.

E foi assim que, com direito a pipoca, eu presenciei uma cena pra toda a vida.

Toda a estrutura do corredor tremeu e urrou diante do tamanho do impacto. O jovem Cox, ainda atordoado pela lei de Newton da ação e reação, vôou pra trás e estatelou-se caprichosamente no chão.

Ah, eu tomei meu tempo. Me aproximei no mesmo ritmo, comendo cada pipoca como se fosse a última e, de pé, fiquei ali encarando o rapaz que, naquela mistura de dor e risos que todo mundo já viu alguma vez, se debatia no chão. Foi o nascimento do termo que críticos sem saco pra algo mais complexo usariam pra falar sobre qualquer coisa minimamente relacionada a comédia. "Simplesmente hilário"

Até hoje me lembro dessa história quando entro em qualquer sala de cinema, seja lá onde ela estiver. E até hoje a repito para quem tiver a sorte de estiver por perto e quiser ouvir.
Ah sim, aqueles foram bons tempos...

segunda-feira, 28 de julho de 2008

And boys and girls with hearts that take and give and break

Sim, é outro post dinâmico.

How many times must we go trough this?
You'll always be mine woman, I thougt you knew this
How many times must we go trough this?
You'll always be mine. Cupid only misses sometimes...

Eu sei que depois alguém vai aparecer e dizer "Aaah, eu sei porque você fez aquele post dinâmico!", e eu vou dizer "Nada a ver, você é louco". Mas todo mundo sabe que eu tô de sacanagem.

Primeiro, eu tava devendo satisfações a quem leu o último post dinâmico.
A Celeste nunca foi presa na ditadura. Na época ela era uma criança e só viu as coisas pelo perigo
de ir nas ruas e notícias censuradas.

No, he's just another version of his dad
Who learned to love things that he never...
All he ever does is walk alone~
Man, he can only walk so far before...
All he ever does is look inside~
He don't need nowhere to hide.

Agora pensa comigo. Quando a Celeste era uma criança, a Soraia era uma estudante sendo presa! Tipo, bizarro né? Só quem conhece as duas vai entender a discordância. A Celeste parece mais velha que a Soraia. No mínimo da mesma idade!

O cigarro fez isso com ela, só pode. Bah, exagero meu... ela é mais lerda mesmo, coisa de natureza.

I wanna turn the whole thing upside down
I found the things they said just can't be found

Eu não fui visitar a Kami... Nem pra Caraguá.
Agora acho que as férias não teriam sido tão legais se eu tivesse ido.
Mas eu fui pra caravana de quatro dias pra AF com o povo do TBoA. Tudo carioca, manja? Muitos disseram que ir com uma caravana carioca pra São Paulo era idéia de jerico, mas eu sabia que ia valer a pena.
Bom, valeu. ;P
E se valeu.

Who's to say I can't do everything?
Well, I can try
And as I roll along I begin to find things aren't always just what they seem~

Só pra deixar claro, aquelas fotos no meu Perfil são só selinhos. Eu não virei um Don Juan de uma hora pra outra, sério.
Agora a Kami fica pra bienal do livro, que eu esqueci de novo quando vai ser... Espero que ela me avise.

Where'd all the good people go?
I've been changing channels I don't see them on the TV shows
Where'd all the good people go?

Ah, rapaz. Meu primo Folx toca baixo, né. Eu tava lá de bobeira na casa dele (Volta Redonda - RJ) e vi ele tocando. Aí eu pensei "Pô, é isso aí"

Eu não toco instrumento musical nenhum. Mas porra, eu sou canhoto! Minha mente tem uma propensão a criatividade, música e essa coisa toda. Por outro lado, eu também sou estiloso demais pra fazer o que todo mundo faz.~
Esse meu lado egocêntrico que me impediu de tocar violão e guitarra.
Eu até peguei numa gaita e comecei a brincar, mas foi foda achar um professor e tal...
Quando o Cox achou um pra mim, eu tava enrolando um pouquinho pra ligar pra ele. Ainda bem, porque agora eu sei o que eu quero.
Baixo é mais legal~
Mais fácil, menos barulhento, bem discreto. As pessoas só ouvem um baixista se realmente quiserem, entende o que eu digo? Eu não. Bom, pelo menos não muito bem.

If I stay in one place, I lose my mind~

Agora eu vou fazer aulas de baixo. Antes de começar as aulas já aprendi um par de coisinhas aqui e ali. Como gosto de praticidade, já comprei o baixo a preço justo (preço baixo =D) assim que cheguei em Campinas e boa.
E pois é, só vou tocar em público quando ficar craque mesmo. Fica avisado.

We can close the curtains, pretend there's no world outside~
We can pretend it all the time
Can't you see that's just raining?
Ain't no need to go outside~

O filme do Batman tá muito bom, por sinal... Aquele Curinga merece dois Oscars por fala.

The telephone is singing, ringing, it's too early I don't pick it up
We don't need to!
We got everything we need right here and everything we need is enough

Dois não, três.

We gotta wake up slow...

Fazia muito tempo que eu não ouvia essas músicas. Belle & Sebastian, Jack Johnson, Gavin DeGraw... Eu tinha esquecido a sensação sussa que elas passam~

Elope with me Miss Private and we'll sail around the world
I will be your Ferdinand and you my wayward girl
How many nights of talking in hotel rooms can you take?
How many nights of limping round on pagan holidays?
Oh Elope with me Miss Private and we'll set something ablaze
A trail for the devil to erase.

Pois é, eu também não faço a menor idéia do que e/ou quem seja Elope e Ferdinand.
Três e quarenta.
Meu Pokemon do celular deu pau. Substituí por Harvest Moon 2, também pra Game Boy ;9
Também baixei Doom 3d... É bacaninha.

If I was a flower growing wild and free all I wanted is you to be my sweet honey bee~

ASKDHAS essa música é o cúmulo da breguice. Eu adoro.
Ah, merda. Peguei uma tosse do cacete, pra variar. E tô enrolando pra ir na desgraça do médico e resolver logo isso.

All I want is you, will you be my bride? Take me by the hand and stand by my side~

O que mais poderia dizer? Férias nota dez (y)

Shadow walks faster than you
You don't really know what to do
Do you think that you're not alone?
You really think that you are immune to it?
It's gonna get the best of you
It's gonna lift you up and let you down
It will defeat you then teach you to get back up
After it takes all that you learned to love

Sono começando a chegar...

It'll teach you to love what you're afraid of
After it takes away all that you learned to love
But
you
don't
always
have to hold your head
higher than your heart

Ah, muleque! Novidade quente. A unidade JM do Integral foi demolida. Simples assim. Agora minha unidade vai ser duas-em-um. Altos parceiros da unidade vizinha agora são nossos vizinhos de sala. Amanhã... Digo, hoje começam as aulas e a gente vai tocar o terror! Vai ser uma várzea total com aquele monte de gente e eu com certeza quero estar lá pra ver.
Se bem que no primeiro dia falta bastante gente... De qualquer forma, vai ser divertido.

You better hope you're not alone
You better hope you're not alone
You better hope you're not alone
You better hope you're not...
Du ru ru~

Dormi.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Meu nome é Hofman. Lucas Hofman.


O local é uma sala da turma de informática no subsolo do Colégio Técnico da Unicamp de Campinas, ou COTUCA.
A sala é composta por uns 40 alunos, entre eles, Lucas Hofman. Lucas passou na seleção do Colégio só para segurar vaga, pois não mostrou as caras em nenhuma aula além da primeira.

Naquela noite o professor fazia a chamada rotineira. Todos da classe já eram habituados com as faltas de Larissa Akemi e Lucas Hofman, ninguém lembrava do rosto deles. Mas ao chegar no nome de Lucas, um garoto de pé no fundo da sala levanta a mão e diz com a voz mais grossa que é capaz:

- Presente.

Eu era esse cara. Eu era Lucas Hofman.

Para entrar na escola é necessária a apresentação de um passe. Até agora todos os passes são provisórios e não possuem foto do seu dono, então Lucas Hofman entrou com o passe originalmente pertencente ao Cox. Com a maior naturalidade o apresentei ao guarda, que me cumprimentou com um sorriso.

No meu antebraço estavam escritas as informações básicas que eu precisava saber. Lembretes sobre a vida de Hofman.
Mas a aula começaria com uma prova, e aquilo seria claramente visto como cola.
Enquanto meus contatos iam para a prova, fui para ao banheiro lavar o braço. Em seguida me dirigi a sala de informática (agora com poucos nerds que por algum motivo não foram para a prova) e verifiquei no mural o Registro do Aluno de Hofman. Eu sabia que aquilo seria essencial.

Já eram 19 horas, a prova estava começando. Foi então que lembrei de algo primordial, eu tinha esquecido qual sala era.
Por meia hora um cabeludo desconhecido rondou o Colégio aparentemente perdido, mas quem foi falar com o moço da recepção não era mais um desconhecido, era Lucas Hofman.
E ele falava olhando diretamente nos olhos do rapaz.

- Oi, tem como você saber a sala da minha prova?
- Como assim?
- Eu sei que tenho uma prova hoje, mas não sei onde é.

- Não é na sua sala?
- Eu sou da informática, as provas são em salas comuns...
- A prova é de quê?
- Não lembro. Não tem como você descobrir a partir do nome da minha sala?
- Não tem.
- Puxa, valeu cara.


Desistindo da prova, fui para a sala de informática. O mesmo grupo ainda estava lá, agora lendo um mangá.

- Opa, fora de aula é liberado o uso do PC?
- É sim. Fica a vontade.

- Beleza, valeu.

Sentei em frente a um dos monitores. Era necessário o log-in. Eu sabia que o usuário era o RA do Hofman, mas não fazia a menor idéia da senha.
Ninguém sabia. Lucas Hofman nunca logou na rede daquela escola.
Tentei Hofman... Senha incorreta.
Eu sabia que isso não me levaria a nada, então levantei a cabeça para pensar em outra coisa pra fazer.
E lá estava.

No quadro branco a frente da sala, em letras vermelhas garrafais:

Prova: Salão Nobre.

Eu saí da sala. Não foi difícil achar a escada, agora eu conhecia a planta da escola.
Subi alguns degraus e abordei um passante.

- Oi, qual é o Salão Nobre?
- É o maior, lá em cima.

- A sala 6, né?
- Isso.


Eu sabia qual era a maior sala, não foi só uma vez que passei em frente a ela. No corredor havia uma cadeira desocupada em frente a uma escrivaninha.

Eu puxei a cadeira pra perto da grande porta fechada da Sala 6 e subi. Pela janela superior tentei encontrar meus contatos, mas a sala era muito grande, e o vidro escuro não ajudou em nada.
Então eu pensei no que Lucas faria... Bom, Lucas não aparecia na escola há 3 meses.
Entrei. Eram 19:30.

- Oi, eu posso fazer a prova atrasado?
Ela me encarou, era claro que ela não me reconhecia. Insisti.

- Tipo, atrasado
mesmo.
- Haha, pode sim. É primeiro semestre?
Depois vim descobrir por quê ela fez essa pergunta. Mas na hora só pensei na data atual.

- Sim, primeiro semestre.

A mulher me entregou a prova. Era essa mesmo. Me virei e vi que meus dois amigos riam e me encaravam enquanto eu me dirigia até uma mesa vazia.

Nome: Lucas Hofman RA: 84013 Disciplina: Técnicas de Programação Turma: Informática Observações: Eu sou um cara muito esperto >B'

1. Seu nome é LUCAS HOFMAN (sou eu!), você nasceu em 1982. Seu cachorro se chama REXÍLIA e é da raça DÁLMATA MESTIÇO.
2. A é 0. B é 5. Deeeer!
3. 2, 0, 0, Lucas Hofman (eu mesmo!).
4. C
(não era de alternativa)
5. Ah, nem tô afim. Eu tô é afim de desenhar!

[Desenho de um mago (que foi posteriormente confundido com um duende) e de um tiranossauro pastoso]
Esse é o Mister Hofman. Esse é um clone mal-sucedido de um extinto tiranossauro. Observe sua textura pastosa. Diga olá ao senhor Hofman.

Obs: A segunda parte da folha de respostas foi rasgada para a produção de um barquinho. =/

O barquinho foi rasgado ao meio. Uma metade nomiei "Tita" e a outra "Nic". Ele foi deixado em cima da mesa.
Ao terminar a prova enchi os espaços em branco com multiplicações de matrizes. Aquilo daria um volume extra e tempo pra fugir quando a professora percebesse o desenho na metade inferior da folha.

Fui até a frente e entreguei.

- Ah, não consegui fazer nada.

Até a porta caminhei normalmente. De lá pra frente corri.
Lá fora fui enturmado, jogamos truco na calçada. As 21:30 começou uma aula de Organização Empresarial. É aqui o começo do post.
O professor era mal falado, mas eu o achei bem simpático. Além de desligado, já que ele nem chegou a notar a súbita presença de Lucas Hofman na sala.

Durante essa aula confirmei meu desfarce enganando outros alunos da sala.

- Opa, qual seu nome?
- Lucas.

- Lucas Hofman!?
- Isso.

- Caraca, você nunca veio pra aula, né?

- Pois é, só vim na primeira e hoje...

- Por quê!?
- Ah, nem tava afim.

- Mas agora vai vir sempre?

- Talvez. Se eu achar a matéria muito foda nem vou.

Então um dos meus novos amigos se adianta.

- Cara, ele deitou nessa prova!

- Sério!?

- É, esse aí é um Deus no Turbo Delphi!

- Porra!!!!

- Co-criador da parada!


- Sério que você deitou, Lucas?
- Ah, nem tanto... Eu errei algumas coisas.
- Mas você manja mesmo? Aprendeu onde?
- Eu tenho um primo...


O resto da noite foi tranqüila.

Esse foi meu dia como Lucas Hofman. Acho que ele nunca vai receber sua prova zerada, então tenho a mente tranqüila.



Como vêem, eu não tinha muitas opções de imagens pra esse post. Mas espero que só a história já tenha bastado para satisfazê-los. C:

domingo, 6 de abril de 2008

Let's see how good you really are.

Caso você não tenha lido meu post anterior, ontem eu fui com o Cox me aventurar no M. Play (casa de fliperama) do Campinas Shopping.
É, ele foi pumpar. Eu não. Esse negócio de pisar em setinhas na velocidade da luz nunca me atraiu, por algum motivo.

Pra variar, aquela otakada toda ficou aglomerada no Pump o dia inteiro. Mas eu, em minha eterna superioridade, me dirigi aos jogos de tiro.

Pois então, SE VOCÊ ALGUM DIA FOR AO M. PLAY DO CAMPINAS SHOPPING, NÃO ESQUEÇA DE CONFERIR MEU NOME ETERNIZADO NO JOGO HOUSE OF THE DEAD. Sim, eu entrei no ranking. E isso é mágico.

Mas o post é sobre a Prova Geral.

E a pergunta básica: O que diabos é a Prova Geral?

É uma prova do tipo teste (alternativas, sabe?) envolvendo todas as matérias... Ocorre todo o bimestre na minha escola, a sua pontuação lhe dá bônus na nota bimestral e não é de caráter obrigatório. Eles dizem que serve pra te preparar pros vestibulares por aí.

Parece simples, né? Agora vamos conhecê-la por outro ponto-de-vista, o dos alunos.

A notícia.

"Caralho, tem PG Sábado que vem!"
Todo aluno que se preze do Integral já disse isso. A notícia da iminente PG sempre vem de um amigo preocupado com a sua saúde ou de uma conversa alheia. A data tá no calendário escolar, mas cara... Só os outros vêem o calendário escolar. Você não vê.

Ninguém estuda pra PG, mas é sempre bom saber com antecedência o dia em que você vai acordar as 7 da manhã pra fazer uma prova de 80 questões.

Os estudos.

Como eu disse, ninguém estuda pra PG.

A sexta pré-PG

Sabe aquela sensação gostosa de "Uiuiui, hoje é sexta. Vou dormir as 5 e acordar as 5. Puxa, eu espero por isso durante a semana inteira!"?

Pois então, ela é substituída por "Puta que o pariu, vou acordar as 7 da manhã pra fazer uma prova de 80 questões."
Afinal, encare os fatos. Por mais que não seja de caráter obrigatório, a chance de conseguir bonificação grátis em suas notas é indispensável. E você vai acordar as 7 da manhã pra fazer uma prova de 80 questões, querendo ou não.

A sua semana é arruinada e você tem que arranjar algo decente pra fazer no fim-de-semana, ou ele vai junto. PG mata, compadre.

No fim da aula algum funcionário high-level da escola vem te avisar que amanhã tem PG. (Entenda funcionário high-level por diretora, orientadora ou monitora-chefe.)


Ou seja. Nada de MSN e Orkut até altas horas pra você, campeão. Amanhã você vai acordar as 7 da manhã pra fazer uma prova de 80 questões.

Sábado PG.

Sim, eu sei que os orgulhosos alunos que estudam de manhã vão se levantar orgulhosamente e gritar orgulhosamente "EU ESTOU ACOSTUMADO A LEVANTAR CEDO". E depois dizer "ESTUDAR DE MANHÃ É LEGAL PORQUE EU TENHO A TARDE INTEIRA PRA DORMIR FAZER O QUE EU QUISER!".
Foda-se, amigão. Não importa de que planeta você é, ninguém em sã consciência quer acordar cedo no Sábado.

E é justamente isso que você vai fazer no dia da PG. Engula um copão de café concentrado, você tem quatro horas de testes de conhecimento pela frente!

Quando chegar na escola, meninas protejam a retaguarda.
As listas de alunos e suas respectivas salas de PG ficam agrupadas num canto do mural do pátio e um ENORME BOLO DE GENTE se junta lá. Seja pra ver em que sala você deve fazer a prova, seja pra perder a virgindade, o bolinho de "ver a sala" é um barato.

Hora da fungada.

Vá a sua sala, encontre uma carteira e diga adeus a sua BIC. Essa é a parte mais fácil da PG, a prova em si. Não tô dizendo que a prova é fácil (não é), mas comparado a tudo o que você já passou, tá ótimo.

Ou estaria. Se você queria paz na hora de responder suas 80 questões, tomaste um nabo. Na sexta-feira a noite, quando todos estão repousando para uma emocionante batalha pela bonificação no dia seguinte, algo ou alguém atravessa a cidade com sua nuvem tóxica destribuindo catarro nos narizes de alunos incautos.

Uma sala de Prova Geral é o local mais infectado que eu já vi ao vivo em toda a minha vida. A quantidade de fungadas por minuto é incauculável (digo, se você parar pra calcular, vai perder a prova).

Mas isso não é nada, o pior mesmo é quando você é um dos doentes. Fazer uma prova desse tamanho com o nariz escorrendo é o inferno.

Matemática, Química, Física, Biologia, História, Geografia...

Dadas as matrizes A e At, sendo que Aij = 15i³-j se i+j for igual ou diferente de 2938, descubra a determinante de At oposta.

O lanosterol é um intermediário na biossíntese do colesterol, um importante precursor de hormônios huhmanos e constituinte vital de membranas celulares. Quais são, respectivamente, os números de carbono terciários e quaternários saturados existetes na molécula do lanosterol?


Determine a quantidade de calor, em calorias, que devemos fornecer a um cubo de gelo de 10g de massa inicialmente a -20 ºC para transformá-lo em água a 40 ºC. Identifique a curva do aquecimento do processo, colocando no eixo das ordenadas a temperatura em Celsius e no eixo das abscissas a quantidade de calor, em kcal.

Desenvolva a cura da Aids.

Do ponto de vista social, pode-se afirmar, sobre a Revolução Francesa, que:


União Européia, Nafta, Mercosul, Apec etc. Em todo o mundo estão em andamento processos de formação de grandes blocos comerciais. Justifique esse fato com base na realidade econômica do mundo atual.
Acho que já deixei bem claro meu ponto quanto a essa parte...

Fim de prova.
Depois de quatro horas de sufoco, sendo durante duas dessas terminantemente proibido ir ao banheiro, você terminou a Prova Geral. Entregue o gabarito (tenha certeza de não errar nada, ou terá que preencher 80 quadradinhos de novo), guarde a caneta e saia. O ar lá fora não tem vírus (nem matrizes, nem newtons), deixe seu traseiro adquirir a forma original e divirta-se socando os outros com as suas 5 ou 6 folhas de prova enroladas.

O ideal agora é não ir pra casa, mas pra casa de outra pessoa ou ao shopping. A sensação de liberdade é indescritível.


Parabéns, você sobreviveu a mais uma PG. Até o próximo bimestre!

Integral. Ensino forte, gente saudável.

sábado, 5 de abril de 2008

Lol, rox, XD!


Vou passar o fim-de-semana na casa do Cox, só passei pra deixar esse causo:


Agora há pouco eu tava aqui retocando os "XD" do All Star do dito cujo pra ele ficar arrumado pra pumpar no Campinas Shopping.

Onde o mundo vai parar?



Próximo post: Prova Geral, a saga

sábado, 22 de março de 2008

Venha dormir em casa que eu te dou meus sonhos.

E nossos pais comentam:
"Essa juventude já acha nossas gírias retardadas... A moda agora é falar de orgãos genitais."

Prafrentex, supimpa, batuta...

Nossos tais amigos de vinte e tantos anos ainda acham as coisas "um barato" e certos cariocas ainda usam o "radical". Eu, particularmente, adoro gírias antigas e uso com frequência.
Pra você ver como os tempos mudam. Dizer "da hora" já tá ficando pra trás, a onda é "foda". Pô, meu... Eu sou do tempo do "da hora", já me sinto gente grande.

Mas o post não é sobre isso.Eu sei que a maioria de vocês tá pensando em não ter filhos. Mas encaremos os fatos, no mínimo metade dessa galerinha rebelde vai engravidar sem querer.
E, na maioria dos casos, gravidez termina em filho.

Já pensou no tipo de gíria que eles vão usar? Digo, já tem criança de 7 anos xingando os outros de uma parte do genital masculino. Mas eu já disse que não vou falar das gírias. Mas os costumes...

Antigamente nossos avós levavam uma vida xavecando fulaninha mas, em compensação, durava. Não importa o que digam por aí, ficar com alguém pro resto da vida é uma idéia legal.
Hoje em dia você vai numa dessas boates escrotas e pega AIDS dez, vinte vezes em cinco minutos.
Ou pede pra ficar com uma menina no mercado pra nunca mais vê-la na vida...

Mas também não é sobre esse costume que eu vou falar. Pra ser bem específico, vou falar sobre dormir na casa dos outros.

É comum, eu sei. Eu lembro da primeira vez que durmi na casa de alguém. Foi na do meu primo, lá em Volta Redonda. Uma jornada fantástica, devo dizer. Mochila com escova, roupa, doce, brinquedo, roupa, roupa, pasta, tênis, bota, chicote... Hoje eu saio da escola e decido dormir na casa dos outros, é só avisar a mamãe.

Mas conversando com a Line, chegamos a esse ponto...
"Eu acredito num mundo onde você pode chamar pessoas do sexo oposto pra dormir na sua casa sem ser acusado de estupro."
Você não?
Encaremos os fatos, se você quiser estuprar alguém e for um pouquinho esperto, não vai ser muito difícil. Dá pra fazer isso de um jeito bem menos incriminador do que chamando a pessoa pra sua casa.
Então por quê diabos esse medo irracional? E não só de pais e mães. Aposto que nenhum de vocês, adolescentes liberais, jamais pensou nessa possibilidade.

Olha só que legal, você tá num feriadão sem nada pra fazer e decide chamar uma amiga pra passar a noite em casa. Se algum de vocês pensar bem, é possível ter uma noite divertida com uma mulher sem sexo. Como? Imagine tudo o que você faz com seus amigos, mas sem peidos, arrotos ou trotes ao disque-puta. Pô, na verdade pode até ter trote.

Acho que isso vai acontecer num futuro não muito distante. Seus filhos vão chamar amiguinhas pra dormir em casa e vice-versa. Olha só que legal! A casa não fica assim tão fedida, e você pode até zoar com seus amigos ingênuos de mente atrasada dizendo "Hohoho, olha como meu garotão é pegador." (Verdade seja dita, esse tipo de machismo sempre vai existir)

Claro, há excessões. Se eu fosse pai de uma mocinha dessas
Eu não deixaria ela dormir na casa de um bitolado desses
Nem em um milhão de anos... Mas nem fodendo.

Ah, e pra quem não tem o costume de ler os comentários, olha que barato o GIF que a Raquel deixou.